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| jueves, 20 de septiembre de 2007 |

Un resumen de la entrevista y al final si alguien quiere traducirla al español la dirección para enviarla. Lo que comenta en esta entrevista Lindsay Waters que es editor ejecutivo del área de humanidades de la Universidad de Harvard es que el gran desafío del futuro es publicar cada vez menos y con más criterio. Los árboles ralados para lanzar tesis académicas que nadie leerá, nunca más. Es antiecológico, defiende Waters, que estuvo esta semana en San Pablo para lanzar su pequeño y polémico libro Enemigos de la Esperanza-Publicar, perecer y el eclipse de la erudición.
En el libro, Waters, critica la obsesión de la universidad por la productividad, lo que ha provocado una avalancha de publicaciones de poca o ninguna importancia, además de atacar el conformismo y el corporativismo de sus pares....
En Harvard tenemos ediciones de varios niveles, desde libros académicos más especializados hasta publicaciones accesibles a apenas 25 personas. Es una pirámide, pero estamos intentando convencer a los académicos a escribir libros más abiertos...
No me preocupo con la competencia. Estoy más preocupado con el desaparecimiento de reseñistas de las páginas de los grandes diarios. ¿Quién va a comentar nuestros libros? ¿Por qué las reseñas están muriendo? Los editores de los grandes diarios de Estados Unidos ni siquiera reciben más a los editores de las universidades. Hay un comportamiento mafioso en Estados Unidos. Estoy compitiendo con la mafia...
Con respecto a la última frase (la de los reseñistas en los diarios) hay un artículo en el que tambié se comenta éso: Está en inglés si alguien quiere traducirlo...
La entrevista en portugués O editor que não quer publicar pelo bem da ecologia
Lindsay Waters, da Harvard University Press, critica colegas acadêmicos e sugere maior rigor na hora de lançar um livr
Antonio Gonçalves Filho
Nos últimos anos o editor-executivo da área de Humanidades da Universidade de Harvard, Lindsay Waters, não tem feito outra coisa além de alertar acadêmicos e editores para o grande desafio do futuro: publicar cada vez menos e com mais critério. Árvores abatidas para lançar teses acadêmicas que ninguém vai ler, nunca mais . É antiecológico, defende Waters, que esteve esta semana em São Paulo para lançar seu pequeno e polêmico livro Inimigos da Esperança - Publicar, Perecer e O Eclipse da Erudição (Editora Unesp, 96 págs., R$ 17).
No livro, Waters critica a obsessão da universidade pela produtividade, o que tem provocado uma avalanche de publicações de pouca ou nenhuma importância, além de atacar o conformismo e o corporativismo de seus pares. O editor americano conversou com o Estado na sede da Editora Unesp, que o trouxe ao Brasil para uma palestra sobre pesadelos editoriais e avaliação acadêmica.
O seu livro começa a ser traduzido para outras línguas após provocar polêmica nos EUA, especialmente entre editores, por recomendar que se publique menos. Até na China ele chegou. Como é o mercado das editoras universitárias chinesas?
Há algum tempo saiu a edição chinesa e a França também vai lançar o livro, que julgava sem interesse para o mercado chinês. Fiquei surpreso com a repercussão entre editores e acadêmicos da China, pois imaginava que os problemas das editoras universitárias chinesas fossem outros. Mas não. Era como em Harvard ou em outra universidade americana. Eles, até o momento, seguiram o modelo americano - muita pressão para publicar e pouco controle sobre o real interesse dessas publicações -, mas já começam a reavaliá-lo, privilegiando a pesquisa antes de partir para a edição.
Fica claro em seu livro que a universidade precisa alcançar e constituir um público leitor fora da academia se as editoras universitárias quiserem sobreviver e ter alguma relevância no mercado. Qual a sua sugestão para melhorar o diálogo entre universidade e sociedade?
Em Harvard temos edições de vários níveis, desde livros acadêmicos mais especializados até publicações acessíveis ao público em geral. Há livros dirigidos a apenas 25 pessoas, capazes de ler um tratado filosófico, até outros, para um público de 25 mil leitores. É uma pirâmide, mas estamos tentando convencer os acadêmicos a escrever livros mais abertos. A Harvard publicou recentemente um livro de filosofia assinado por Jonathan Lear, da Universidade de Chicago, que adota idéias de Heidegger para analisar a crise e o desespero contemporâneo da América sem citar uma única vez Heidegger, mas lidando com o conceito de 'stimmung' (chave na ontologia existencial heideggeriana). É uma parábola sobre um chefe indígena que, no final do século 19, intui a extinção de sua tribo. Lear foi muito feliz em usar essa forma de parábola para falar do 'mood' (disposição, espírito) que leva as pessoas a mudarem de atitude. O livro é absolutamente rigoroso em sua abordagem filosófica, mas acessível o suficiente para ser consumido pelo público não-acadêmico. Este é o nosso desafio: tornar claras idéias antes obscuras e discutidas apenas no circuito acadêmico, principalmente agora que a universidade americana, em especial na área de humanidades, está sob ataque de burocratas que só enxergam uma saída tecnológica para a crise mundial.
O que mudou na universidade americana após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001?
Há muito mais medo, e não apenas nas universidades, mas no país como um todo. Outra conseqüência é que o senso comum elegeu a área de ciência e tecnologia como prioritária, deixando de lado a de humanidades após o 11 de setembro. A universidade americana precisa ser urgentemente reformulada.
Com a ajuda do governo?
Não, não recebemos ajuda nenhuma do governo. Eventualmente podemos solicitar algum subsídio, mas posso dizer que Harvard é como a América: não há qualquer gentileza no trato com as editoras universitárias. É cada um por si. Então, temos de ser independentes financeiramente, ou seja, ganhar dinheiro com nossos livros. Acontece que, após o 11 de setembro, registrou-se uma queda de 20% na venda dos livros e CDs, fenômeno que pode ser atribuído ao sentimento de finitude que se abateu sobre a América. Para que ler, afinal, se um atentado pode acabar com tudo de uma hora para outra? Até meu chefe na universidade virou para mim, perplexo, quando sugeri a publicação de uma história da literatura russa. 'Por que você se preocupa com isso?', perguntou. 'Ninguém vai ler esse calhamaço'. Eu mesmo fiquei surpreso. Esse é mesmo meu chefe? Por que anda deprimido? (risos) Afinal, no passado ele me deu US$ 100 mil para fazer uma história da literatura americana.
O senhor escreve em seu livro que a área de humanidades deve lutar para preservar e proteger a independência de suas atividades antes que o mercado a aprisione. Ela já não vive dentro da prisão?
Parece uma conversa um tanto derrotista, como a de meu editor, não ?(risos) Mas seria ridículo entregar os pontos agora. Está certo, temos um presidente terrível, mas tudo se resume a uma mudança de atitude. O problema verdadeiro é a preservação de nossos valores e de nossa independência crítica.
É fácil de ouvir e difícil de aplicar. Como enfrentar a lógica do mercado?
Outro dia li no New York Times alguém anunciando pela enésima vez a morte do livro e fiquei pensando: é isso que o mercado está dizendo? Não exatamente. O que o mercado está dizendo é que precisamos produzir livros com títulos mais atraentes, linguagem acessível e prefácios mais esclarecedores. Gasto horas discutindo títulos com meus autores e tentando persuadi-los a mudar os originais, conversa um tanto difícil quando se está, por exemplo, diante de alguém que escreveu um livro sobre filosofia analítica. Minha dissertação, por exemplo, tratava da influência dos italianos sobre Byron quando ele escreveu seu poema Don Juan, e não achei título melhor que Byron and the Italian Connection (Byron e a Conexão Italiana) para definir seu conteúdo.
O senhor argumenta que existe, na universidade, uma ligação íntima entre a demanda corporativista por produtividade e o tsunami editorial de livros insignificantes. Há alguma chance de dar um fim nisso?
Escrevi o livro com a esperança de mudar esse estado de coisas. O modelo que as universidades adotam para a publicação de livros é o mesmo de uma fábrica de automóveis. Elas exigem produtividade, mas não exatamente qualidade. Acho que o cerne da questão são os números e a atitude reducionista dos administradores universitários. Como se pode reduzir as coisas do espírito a números? Só pensamos em dinheiro e estamos caminhando muito rapidamente para o abismo. Escrevi um livro propondo um movimento em direção oposta, o 'slow reading' (leitura lenta), para que as pessoas esqueçam essa mania de ler tudo rápido sem entender o conteúdo. Da mesma forma, se você escreve um livro por ano, não pode mesmo produzir uma obra relevante. Isso é loucura.
Quanto livros por ano a Harvard University Press publica e qual sua principal área de atuação?
Publicamos 150 livros por ano. A Harvard não é conhecida como uma universidade dedicada à ciência ou tecnologia, como Cambridge, que tem como parceiro o MIT (Massachusetts Institute of Technology ou Instituto Tecnológico de Massachusetts), embora tenha feito esforços para isso. De qualquer forma, nossos títulos de maior apelo dizem respeito à ciência da evolução ou à psicologia, embora os mais importantes sejam na área de filosofia, como os livros de W.D. Klein, Donald Davidson ou Robert Brandon.
A separação por áreas de conhecimento, segundo seu livro, revela certa resistência da sociedade americana à inovação e até um certo conformismo. O senhor diria que a sociedade americana é acrítica?
Não, mas é curioso que tudo o que está acontecendo hoje tenha sido previsto por grandes escritores americanos do passado, como Herman Melville ou Ralph Waldo Emerson. Emerson disse que os americanos tendem a ser individualistas embora não rejeitem compromissos. Esse é exatamente nosso desafio: criar vínculos entre a universidade e a sociedade. É muito mais cômodo sentar num ônibus e deixar o motorista guiar, mas muito mais arriscado. O americano, hoje, tem de olhar para a estrada, suspeitar, para não viver confuso e sem direção. A coisa é mais complicada do que descreveu Graham Greene em O Americano Tranqüilo. Nem todos americanos são como George Bush. Quando ocupamos cargos-chave ou assumimos posições de responsabilidade, devemos agir não apenas como indivíduos, mas como integrantes de um corpo social. Entretanto, não devemos seguir líderes, como diria com justa razão Bob Dylan.
Mas o senhor é um líder dentro da Universidade de Harvard. Como costuma reagir quando um autor é rejeitado para publicação e, eventualmente, identifica nessa exclusão um toque de censura? Como reagiu à acusação de que envenenou o poço das editoras?
Meu amigo Bill Germano (o editor William P. Germano, autor de 'Getting it Published', guia que ensina acadêmicos como publicar seus trabalhos) foi um dos primeiros a atacar meu livro, justamente por interpretar minha proposta de reduzir o número de publicações como censura ao trabalho alheio. Quando Bill me encontrou, disse que seu desejo imediato após ler o livro foi me dar um soco (risos). Posso até entendê-lo, mas jamais aceitar que julgar um livro significa censurá-lo. É censura escolher filé mignon em vez de salmão? Espera-se de um editor que ele tome decisões, assim como de um cineasta que ele faça escolhas. Cínicos fundamentalistas cristãos produziam há 30 anos filmes pornográficos para serem exibidos em hotéis e, quando processados, sempre alegavam nunca terem assistido a um deles sequer. Pecadores eram os que viam os filmes. Cínicos é o que eles são, esses fundamentalistas. Isso se chama irresponsabilidade. Liberais não acreditam no pecado original. Eu posso não acreditar em Deus, mas acredito no pecado original.
Voltando ao trânsito interdisciplinar, o senhor defende que a universidade moderna organiza o conhecimento em diferentes disciplinas. Qual seria sua proposta para melhorar a interação entre elas e como as editoras universitárias poderiam ajudar nesse processo?
Acho que os Estados Unidos tornaram-se mais conservadores nos últimos 30 anos. A excitação provocada pelo pensamento de intelectuais como Roland Barthes parece ter sumido na poeira do tempo com suas propostas de interdisciplinaridade. A separação em campos específicos tornou-se uma obsessão, como se os EUA tivessem construído um muro, uma fronteira filosófica. Em minha visão, esses campos só crescem com novidades surpreendentes. Se os conservadores empenham-se em destruir a diversidade, cabe a nós, da área de humanidades, mostrar ao pessoal da ciência que eles têm mais coisas em comum conosco do que sonham. Galileu nem sabia para que servia um telescópio antes de juntar lentes e descobrir o universo.
É difícil convencer um acadêmico a escrever para o leitor comum?
Sim, às vezes encontro resistência. Alguns dos filósofos contemporâneos de maior expressão nos EUA, como John McDowell (influenciado por Wittgenstein), não querem escrever para o leitor leigo, mas sempre posso encontrar alguém disposto a facilitar sua leitura para o público fora da academia. É meu trabalho achar essas pessoas. Há 30 anos um filósofo nascido em Essex, Bernard Williams (morto em 2003), escreveu um livro obscuro sobre ética e, ao se aposentar, reescreveu-o de maneira clara para atingir outro público. Foi essa versão de Ethics and the Limits of Philosophy que publicamos e que vendeu muito bem.
Há pressão dentro da universidade para concorrer com o catálogo das editoras comerciais?
Sim, mas geralmente tento ignorar. Tenho alguns autores disputados por editoras comerciais, como o filósofo Richard Rorty e o historiador Anthony Grafton, que escreveu aquele livro fantástico sobre a descoberta do Novo Mundo (New Worlds, Ancient Texts). Grafton escreveu apenas um livro que não teve sucesso comercial e que publicamos, um sobre Alberti (Leon Battista Alberti - Master Builder of the Italian Renaissance). Mas não me preocupo com a concorrência. Ando mais preocupado com o desaparecimento de resenhistas das páginas dos grandes jornais. Quem vai comentar nossos livros? Por que as resenhas estão morrendo? Os editores dos grandes jornais americanos nem recebem mais os editores das universidades. Há um comportamento mafioso na América. Estou competindo com a Máfia.
Si alguien quiere traducirlo, envíela a: enviolibros#gmail.com (reemplace # por @)
Etiquetas: ecología, editar, editorial, lindsay, universidad, waters |
posted by Algunas libros gratis en Internet @ 2:08 p.m. 
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| jueves, 6 de septiembre de 2007 |

Del blog de Hernan Casciari:
Orsai en la madrugada que ahora fue recopilado, editado como libro y puesto en venta en España:
..."Mañana sale a la venta —sólo de este lado del océano, por el momento— España, Perdiste, un libro que recopila aquellos textos de Orsai en donde, durante tres años, me dediqué a despotricar contra la cultura ibérica, desde los ojos exagerados, nostálgicos y pedantes de un argentino en el exilio"..
"Ya es la segunda vez que uno de mis blogs se convierte en un libro de papel, con tapas, publicidad y gira promocional, y en este caso —como en Diario de una mujer gorda— también ocurrirá que los textos completos, además de estar a la venta en las góndolas de las librerías desde mañana, permanecerán, de forma gratuita, en Internet. No un poco. No un adelanto. No uno o dos capítulos. No una muestra gratis. Sino en su totalidad."
Lograr esto no ha sido una tarea sencilla, puesto que la editorial que publica mis libros es una empresa multinacional, y estas compañías (tan grandes, tan serias) no están acostumbradas a vender algo que la gente de a pie puede conseguir también de forma gratuita. Existe, en el comercio tradicional ya en decadencia, la sospecha de que las obras culturales (los libros, los discos, las películas) deben guardarse bajo siete llaves para poder venderlas después con el valor agregado de la exclusividad. De este modo ocurrían los negocios en el siglo XX, y de este modo, también, quienes no podían adquirir un bien cultural debían aguantarse y no disfrutarlo. Estoy encantado de que estos métodos escurridizos y mezquinos estén cambiando. Algunas veces lo hacen de manera forzada, y otras tienen que ver con el diálogo entre los autores y las empresas que los patrocinan. En mi caso, este diálogo fue civilizado y humano. Inicialmente la editorial (por costumbre y tradición) me pidió que quitase los textos online que serían publicados en papel, a efectos de preservar el negocio. El de ellos y el mío. Como es lógico, les dije que tal cosa me resultaba imposible de hacer. No por ética ni por generosidad, ni mucho menos por cabezonería, sino por vergüenza. Yo no podía regalar algo y más tarde, por el solo hecho de participar en un negocio, quitárselo a los agasajados. —Permítame usted que le arranque de las manos este obsequio que le hice el año anterior, porque ahora es mi deseo poder vendérselo a quince euros. No, no me parecía lógico. Estaba dispuesto a resignar mi contrato a causa de este impedimento vergonzoso, pero entonces descubrí algo que (por prejuicio) no pensé que pudiera ocurrir. Los editores no se cerraron en banda al oír mis planteos, no me dieron una patada en el culo por comunista y por hippie. Por el contrario, me escucharon e, incluso, les pareció que el mío era un argumento razonable. Entonces redactamos, a cuatro manos, una cláusula inédita en mi contrato, que espero siente precedentes para futuros autores. Es un inciso a la cláusula número ocho, que en su versión estándar dice que “EL AUTOR no podrá autorizar, sin permiso de EL EDITOR, la reproducción total o parcial de ningún capítulo de la obra”; en la versión corregida se aclara que esto sigue en pie, “a excepción de los derechos de web, que pertenecen en su totalidad a EL AUTOR”. De este modo, la empresa editorial acepta, por primera vez, que está dispuesta a comercializar un producto cuyo núcleo (el texto) permanece en un sitio público, de forma gratuita y al alcance de todos los que deseen hacer uso de él. Por mi lado, yo creo que los libros, los discos y los dvds son, más que bienes culturales exclusivos, objetos hermosos. Yo me descargo de Internet series y libros, películas y música, pero si alguna obra me vuela la cabeza necesito poseerla de un modo físico. Y, lo que es más importante, tengo la necesidad de recomendarla y también de regalarla para un cumpleaños, o de obsequiársela a otro porque sí.
Desde este espacio en la Red, y justo hoy que el nuevo libro está a punto de salir a la calle, me gustaría recomendar a escritores y narradores que publiquen sus obras, al completo, en sus espacios virtuales, al mismo tiempo o un poco antes de su salida a la venta. Me gustaría aconsejar que conversen sobre el tema con sus empresas editoriales, que intenten educarlas en las nuevas formas de venta y promoción de las obras. Con suerte ellos, los otros, en vez de morder y ladrar, quizás tiendan la patita y muevan la cola. Para ayudar a esa decisión, para subrayar este consejo, y también porque confío (con ingenuidad y con pasión) en que el mundo está cambiando y en que hay que ayudar a que ese cambio se produzca, les dejo ahora el libro completo que mañana sacará a la venta una multinacional, y que lleva mi nombre en la portada.
Muchas felicidades a Hernán, ojalá que otros escritores sigan su ejemplo, por las dudas lo coloco con una letra mayor:
“EL AUTOR no podrá autorizar, sin permiso de EL EDITOR, la reproducción total o parcial de ningún capítulo de la obra”; en la versión corregida se aclara que esto sigue en pie, “a excepción de los derechos de web, que pertenecen en su totalidad a EL AUTOR”.
Ojalá que otros autores y editoriales sigan su ejemplo. Mucha suerte a Hernán con su libro.
E.G.
Etiquetas: autor, editorial, liberar los textos en la web, web |
posted by Algunas libros gratis en Internet @ 7:53 p.m. 
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| lunes, 23 de julio de 2007 |
 En: Comentabamos que por ahora los libros digitales son complementarios y no competitivos con los libros impresos. O sea cuanto más se bajan libros digitales más se compran libros impresos. En un artículo sobre lo que sucede con Harry Potter encontré la aclaración siguiente: "Existe un estudio coordinado por Tim O´Rilley que compara las ventas de librosde papel con las ventas de libros digitales, que ya se realizan en Amazon.Los libros que se venden en forma de download impulsan la venta de los librosfísicos- lo que no sucede con los libros que no son vendidos digitalmente" No se si alguien conoce el estudio o en donde está pero sería bueno para demostrar entonces la complementariedad de los libros digitales e impresos...
Si alguien conoce o sabe en donde está ese estudio envíelo a: enviolibros#gmail.com (reemplace # por @). E.G.
Sobre complementariedad de los libros digitales I Sobre complementariedad de los libros digitales II Nota de John Lanchester sobre los derechos de autor
Etiquetas: Complementariedad, complementarios, digitales, editorial, impresos, libros |
posted by Algunas libros gratis en Internet @ 6:50 a.m. 
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| miércoles, 30 de mayo de 2007 |
Copio el artículo acá porque me resultó muy difícil abrir la página. De todas maneras al final encuentran el enlace a la página en donde está el mismo.
Sobre el tema debatieron los participantes en el panel «Escritores y mercado editorial en Iberoamérica», el cual tuvo lugar esta semana en la capital cubana
Aunque la literatura, como otras artes, no puede en el mundo de hoy sobrevivir de espaldas al mercado, colocar un libro en los grandes circuitos de Hispanoamérica es algo que, cada vez con mayor certidumbre, depende de transacciones que poco tienen que ver con presupuestos estéticos. Tal conclusión emanó del panel Escritores y mercado editorial en Iberoamérica, que tuvo lugar esta semana en el Centro Cultural Dulce María Loynaz, como parte del espacio Ciclos en movimiento, que promueve la reflexión y el debate sobre temas relacionados con la literatura y el libro. Senel Paz, Laidi Fernández de Juan, Jorge Fornet, Daniel García y Rogelio Riverón como moderador, disertaron sobre las condiciones que debe enfrentar un autor para acercar su obra al lector común. No significa que las grandes editoriales no incluyan en sus catálogos a escritores de prestigio. Los mecanismos de censura del mercado del libro obran de manera mucho más sutil y son ellos los que, en última instancia, han dado una prioridad tiránica a unos géneros sobre otros. ¿Por qué, pongamos por caso, las grandes editoriales se desentienden olímpicamente de la poesía? ¿O del cuento? A propósito, los miembros del panel recordaban declaraciones de Erich Hackl, un conocido intelectual austríaco, quien se lamenta de que, para que un autor de Latinoamérica sea conocido en otros sitios de Europa, está obligado en la práctica a pasar antes por el «represivo» mercado español, según sus propias palabras. Otra consecuencia del esquematismo con que suelen trabajar las grandes casas editoras del entorno iberoamericano es la precaria situación de las editoriales pequeñas. En la práctica resulta que casi todas han sido absorbidas por los consorcios, que influyen de manera decisiva en su gestión editorial. Las que no se han asociado corren el riesgo de la bancarrota porque, entre otros problemas, tienen enormes dificultades para distribuir sus libros. De acuerdo con un nocivo proceder, las grandes casas editoriales españolas tienden a homogenizar el lenguaje, para adaptarlo al público ibérico, al que apunta ese mercado. De modo que si un autor de Latinoamérica consigue llegar a una de ellas, no es raro que se le sugiera adoptar los estándares de la Península, en detrimento de localismos y otros matices lingüísticos de nuestras naciones. Según anécdotas relatadas, los condicionamientos para con los autores cubanos suelen ser más radicales. Se han dado casos de agentes literarios y empresas que exigen a nuestros escritores una pintura maniqueísta de la realidad insular y un marcado énfasis en tópicos relacionados con las penurias por las que ha atravesado la sociedad en tiempos difíciles. Con lucidez y admirable honestidad, Laidi Fernández de Juan expresó: «Me pregunto cuántos más de nosotros caeremos en la tentación de complacer a un mercado que nos desprecia, a fuerza de mentir o de exagerar en aras de un efímero éxito editorial, compitiendo a ver quién la pasó peor, quién sufrió más, quién fue más maltratado en Cuba, quién vivía en peores condiciones. Algo anda muy enfermo. Ningún bien se le hace a los lectores, en quienes ya casi nadie piensa, que creen ya no solo en lo que leen, sino que leen. Me temo que en realidad, se enriquecen con un tipo de pseudoliteratura que solo el tiempo, ese gran decantador, ubicará en el lugar correspondiente». El panel identificó asimismo algunas de las constantes de los consorcios del libro, que hasta ahora difunden ideas esquemáticas de nuestras realidades. Es como si, al dictar los modos en que se ha de proceder en literatura, se colocaran más de un siglo atrás, en una actitud colonialista. Varios intelectuales cubanos presentes, entre los que destacan Eduardo Heras León, Marilyn Bobes, Zaida Capote, Roberto Zurbano, Ángel Santiesteban y Tomás Fernández Robaina, expusieron su parecer sobre estos asuntos, lo que condujo a un diálogo muy enriquecedor, encaminado a iluminar el tema desde diversos puntos de vista y a desentrañar esa zona de la vida literaria que está más allá de la escritura misma de los textos y en la que intervienen numerosas variables, muchas de ellas extraliterarias, que a la larga condicionan la circulación del texto y su disfrute por sectores más o menos amplios del público lector. Ciclos en movimiento funciona con frecuencia mensual y forma parte de la amplia programación literaria del Centro Cultural Dulce María Loynaz, institución que reúne sistemáticamente a lectores, editores y autores.
¿Y por acá cómo estamos?.......¿Uds. qué opinan? E.G.
Etiquetas: américa, Cuba, editorial, editoriales, espania, España, hispanoamérica |
posted by Algunas libros gratis en Internet @ 12:22 p.m. 
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